Não é nada pessoal! #crônicasdemetrô

Não é nada pessoal! #crônicasdemetrô

Odeio encontrar conhecidos no metrô pela manhã!

É um horário que eu tenho uma preguiça monstra de interagir com qualquer pessoa e tudo que eu preciso no mundo é de um livro e do meu fone rolando Dead Fish no último volume.

Não é nada pessoal!

Certa vez eu encontrei uma conhecida descendo a escada rolante, apenas a cumprimentei rapidamente e segui meu caminho. Depois de poucos minutos fiquei com um peso na consciência pela minha frieza, liguei pra pessoa:

Desculpe! É que estava atrasado… Mãe!

Brincadeira! Isso não aconteceu com a minha mãe foi com uma amiga, mas partes do breve cumprimento e de eu ter sumido como um ninja são verdades. Esse fim de semana eu a encontrei em uma festa e tentei me desculpar por aquele dia. Ela respondeu:

Eu já tinha te visto na catraca, tentei fugir, mas você me alcançou! Odeio conversar de manhã.

Estão vendo! Não é nada pessoal!

Os assuntos pela manhã nada somam para a vida. Geralmente são perguntas ridículas como “Seu pai é Santista, né?”, ou “Viu quem fez Bariátrica?” e até mesmo “E o trampo?”.

Para evitar tudo isso, eu sou daqueles que mudam de vagão ao avistar um conhecido, que espera o próximo trem quando  que um conhecido já entrou e que dá uma reduzida no passo quando vê um conhecido lá na frente.   

Eu falei sobre isso para um grupo de amigos do trabalho e todos disseram que também têm a mesma dificuldade. Fizemos um trato: se nos encontrássemos pela manhã no metrô, apenas acenaríamos e continuaríamos fazendo exatamente a mesma coisa de antes do indesejado encontro.

Agora mesmo eu estou escrevendo esse texto enquanto a Roberta está ali do outro lado do vagão assistindo algo no celular. Provavelmente ela está entretida com Narcos! Eu que não vou atrapalhar…

Texto colaborativo by Fabio Gabriel.

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